Quantas e quantas vezes navegamos para longe do Pai. Deixamos para trás a Sua presença e todo amor que Ele nos proporciona, em troca de aventuras. Pegamos nosso barquinho e deixamos que o mar da vida nos leve para qualquer canto, e assim como o Filho Pródigo, achamos que podemos construir nossa vida sem o Pai. Até podemos erguer uma ou duas colunas, mas não subsiste – de repente nada do que fazemos parece ter um sentido.

E não tem.

Acordamos, trabalhamos, estudamos, nos “divertimos” em falsas circunstâncias, às vezes até vamos a algum culto de corpo presente (porque a mente está distante), mas no fim do dia ainda há aquele vazio. Nos indagamos e permitimos que as lágrimas caiam, porque no fundo sabemos a resposta, só que regressar é difícil, exige o mais alto nível de renúncia e humilhação. Reconhecer que erramos é vergonhoso, ainda mais quando deixamos alguém que amamos de lado por algo tão fútil.

Então lembramos que há uma esperança: o Pai sempre está nos esperando no porto de onde partimos. Diferente das demais pessoas, Ele não nos espera com olhar de julgamento e sim com um abraço reconfortante – um abraço de saudade. O olhar que nos aguarda sabe o quanto somos miseráveis e necessitamos de misericórdia, ele nos faz lembrar que erramos, mas no mesmo instante derrama sobre nosso coração o bálsamo do perdão.

Ainda há esperança. Se por algum motivo você decidiu navegar sozinho, saiba que o Pai está te esperando no porto para assumir as velas da sua embarcação. Não tenha medo. É certo que o vento forte e as tempestades podem chegar, porém, a diferença é que você estará com Aquele que tem poder sobre qualquer situação. Navegar com Deus não nos isenta de enfrentarmos o  caos, mas nos garante a chegada segura até o cais.

Que Deus fale ao seu coração através dessa canção.

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