“Confie em Deus!” é uma expressão que ouvimos bastante e até proferimos ao próximo quando está passando por momentos difíceis. Mas, pensando profundamente nisso, cheguei à conclusão de que não entendemos o quão complexo é esta ação.

A palavra confiar possui três significados que se encaixam perfeitamente nessa frase, que são:
1 – Crer/Acreditar na verdade das intenções ou palavras de uma pessoa;
2 – Entregar algo aos cuidados de alguém;
3 – Entregar a responsabilidade de um trabalho a outro.

Não é tão fácil quanto fazemos parecer. A todo o momento vemos na Bíblia histórias de pessoas que tomaram a atitude de confiar em Deus e obtiveram êxito (podemos ver o inverso também), mas, será que foi simples assim?

É claro que não.

Note que nas três definições há duas coisas nas entrelinhas que nos esquecemos: confiar exige renúncia e depósito. É muito fácil pegarmos versículos sobre confiança e publicarmos nas redes sociais, como um jargão, só que estamos realmente exercendo isso? Paramos para pensar no contexto desses versículos e em tudo o que os personagens envolvidos abdicaram para chegar ao ápice e dizer: “O Senhor é a minha força e o meu escudo; nele confiou o meu coração e fui socorrido; pelo que o meu coração salta de prazer e com o meu canto o louvarei” (Salmos 28.7)?

Para confiar plenamente em alguém precisamos conhecê-la, e é por isso que o salmista diz: “Os que conhecem o teu nome confiam em ti, pois tu, Senhor, jamais abandonas os que te buscam” (9.10). Sempre que escrevo um texto ele segue automaticamente pelo caminho do relacionamento com Deus, porque acredito que tudo se resume a isso e percebo que estamos falhando. O centro da nossa caminhada deveria ser Ele, porém estamos nos perdendo em nossos próprios atalhos. Queremos percorrer rotas diferentes daquela traçada por Deus simplesmente por não enxergarmos a próxima curva – de novo nos esquecemos de que isto se chama dependência.

Lembra-se da renúncia e depósito? É aqui que eles entram. Até falamos em oração que entregamos os nossos planos e projetos a Deus, que queremos ser guiados por Ele, mas será que dizemos sinceramente? Porque na primeira oportunidade, quando algo acontece diferente do que planejamos (ou não acontece), nos entristecemos, de repente a angústia e ansiedade tomam conta do nosso coração e nos vemos desacreditados. Sofremos por escolhas erradas e pela falta de confiança no Mestre.

Disse no início que não é fácil, e não pense que essa dificuldade está ligada a Deus porque é óbvio que não está. Ele é perfeito em tudo o que faz e já deu inúmeras provas de que seus planos são maiores e melhores; o fato dEle não revelar o percurso não invalida o Seu poder, só é um ponto determinante para trabalhar a nossa fé. Essa dependência nos leva a uma intimidade maior.

O grande problema está em nós mesmos. Nós, insignificantes e que pensamos ser autossuficientes. Nós, que queremos desfrutar as bênçãos do caminho desenhado por Deus, mas não queremos trilhar o caminho. Nós, que não queremos renunciar nossas vontades e acreditar que Ele tem o melhor.
Nós. A batalha maior está aqui dentro do nosso coração.

A solução para nossa vida ansiosa está em apenas uma frase, mas não a vivemos.
“Não temas, crê somente!”
Jesus quer que primeiro você creia verdadeiramente em Suas palavras. Em seguida, entregue aos cuidados dEle todos os seus sonhos, projetos, desejos, medos, inseguranças, traumas etc., porque Ele trabalhará por você. Não é algo simples, mas é possível se cultivarmos um relacionamento sincero com Ele – tudo depende da atitude que você vai tomar. Pode escolher pegar atalhos e viver conforme suas vontades ou renunciar a si mesmo e depositar tudo nas mãos do Senhor.  

Quer um conselho? Recorra à Bíblia:
“Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento.” (Provérbios 3.5)

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